Estrutura Internacional de Práticas Profissionais do Instituto dos Auditores Internos (IPPF/IIA)

Normas Globais de Auditoria Interna. The Institute of Internal Auditors. 9 de janeiro de 2024. 

QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS

(fgv 2025) A adoção de Código de Ética recomendado pelo The Institute of Internal Auditors (IIA) é parte integrante da Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (IPPF) e estabelece princípios e expectativas que governam o comportamento dos auditores internos.
O Código exige que os profissionais mantenham uma postura de confiança, com avaliação objetiva da governança, do gerenciamento de riscos e do controle.
Considerando os princípios fundamentais e suas respectivas regras de conduta, assinale a afirmativa correta.
A) O Princípio da Confidencialidade exige que o auditor interno seja prudente no uso e na proteção das informações obtidas no curso de suas funções, sendo permitido o uso de informações confidenciais, desde que essa divulgação não seja prejudicial à organização.
Confidencialidade (ou Sigilo): O auditor deve respeitar o sigilo das informações obtidas em decorrência de suas relações profissionais e não deve divulgá-las a terceiros sem autorização específica e expressa da entidade, a menos que haja um dever legal ou profissional de revelação. Esse dever de sigilo permanece mesmo após o término do vínculo empregatício ou contratual.
B) Para atender ao Princípio da Objetividade, o auditor interno deve atuar de forma imparcial e desimpedida, devendo se abster de avaliar atividades específicas pelas quais tenha sido responsável anteriormente, sendo o período de carência para avaliação de 18 meses, contado a partir do fim da responsabilidade.
Objetividade: O auditor não deve permitir que comportamento tendencioso, conflito de interesse ou influência indevida de terceiros comprometam seus julgamentos profissionais ou comerciais. É este princípio que obriga o profissional a abster-se de atividades que prejudiquem sua imparcialidade.
C) O Princípio da Competência impõe que os auditores internos possuam conhecimento das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna ou procurem adquirilo, sendo que o desenvolvimento profissional contínuo é uma prática desejável, mas não um requisito incondicional.
Competência e Zelo Profissional: Impõe o dever de obter e manter o conhecimento e a habilidade profissional no nível necessário para assegurar que o cliente ou a organização receba um serviço competente. Além disso, o auditor deve atuar de forma diligente e de acordo com os padrões técnicos e profissionais aplicáveis.
D) O Princípio da Integridade requer que os auditores internos sejam honestos, diligentes e responsáveis na execução das suas atribuições, abstendo-se de se engajar em qualquer atividade que possa prejudicar o julgamento profissional, mesmo que não resulte em ganhos pessoais ou não contribua para os objetivos legítimos da organização. 
Integridade: Exige que o auditor seja direto e honesto em todas as relações profissionais e comerciais. Esse princípio implica retidão e honestidade no cumprimento de suas atribuições.
E) A Objetividade é salvaguardada quando os auditores internos se abstêm de aceitar presentes, recompensas ou favores que possam prejudicar ou que se presuma que prejudiquem seu julgamento profissional, refletindo a necessidade de isenção na avaliação dos fatos e circunstâncias relevantes.
Objetividade: O auditor não deve permitir que comportamento tendencioso, conflito de interesse ou influência indevida de terceiros comprometam seus julgamentos profissionais ou comerciais. É este princípio que obriga o profissional a abster-se de atividades que prejudiquem sua imparcialidade.

(consulpam 2026) Em auditoria interna hospitalar, o gestor questiona o papel da auditoria na gestão de riscos. O Auditor explica que segue o modelo de três linhas do IPPF/IIA. Dessa forma, a função da auditoria interna nesse modelo deve atuar como: Terceira linha, fornecendo avaliação independente da eficácia dos controles e da governança.

(cesgranrio 2018) O documento Normas Internacionais para a Prática Profissional da Auditoria Interna, editado pelo Institute of Internal Auditors (IIA), aborda as normas e os requerimentos aplicáveis à realização dos serviços de assurance e de consultoria.
Acerca desses serviços, esse documento estabelece que: os auditores internos podem prestar serviços de consultoria relativos às operações pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente.
Ao realizar serviços de auditoria interna: • Os auditores internos devem se abster de avaliar atividades específicas pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente. Presume-se que a objetividade esteja prejudicada se um auditor interno prestar serviços de avaliação para uma atividade pela qual o auditor interno tenha sido responsável nos últimos 12 meses.

(quadrix 2025) A objetividade do auditor interno está garantida desde que ele não aceite presentes ou favores de terceiros, não sendo necessário se abster de avaliar atividades pelas quais foi responsável recentemente. ERRADO

(fgv 2025) As Normas Internacionais para o exercício profissional da Auditoria Interna, propostas pelo Institute of Internal Auditors (IIA), tratam especificamente de normas de atributos e de desempenho, que constituem referência para todos os serviços de auditoria interna. Por sua vez, as normas de implantação proveem os requerimentos aplicáveis às atividades de avaliação e de consultoria.
Nesse contexto, suponha que o gestor de uma entidade pública fez uma solicitação específica para a instância de auditoria interna, requisitando assessoria para um plano de reorganização da estrutura da entidade, visando à obtenção de maior eficiência nos processos e na execução de projetos.
O serviço solicitado à instância de auditoria interna: demanda um acordo com o cliente do trabalho para definição da natureza e do escopo do trabalho;

(ibade 2023) As Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna (IIA Standards) são um conjunto de diretrizes criadas pelo Institute of Internal Auditors (IIA), com o objetivo de promover a excelência na prática da auditoria interna. Nesse sentido, a ________ estabelece diretrizes para o gerenciamento do programa de auditoria interna, abrangendo o planejamento, a execução, o acompanhamento e a comunicação dos resultados.
Complete o excerto acima e assinale a alternativa CORRETA.: Norma 2000 
NORMAS DE ATRIBUTOS:
1000 - Propósito, Autoridade e Responsabilidade
1100 - Independência e Objetividade
1200 - Proficiência e Zelo Profissional devido
NORMAS DE DESEMPENHO:
2000 - Gerenciamento da Atividade de Auditoria Interna
2100 - Natureza do Trabalho
NORMAS DE IMPLANTAÇÃO:
Requisitos aplicáveis aos serviços de AVALIAÇÃO ou CONSULTORIA

(quadrix 2025) A análise dos papéis de trabalho elaborados por outros auditores deve levar em consideração o julgamento profissional e os critérios previamente definidos no programa de auditoria. CERTO

(fgv 2023) O texto das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna, elaboradas pelo The Institute of Internal Auditors (IIA), aborda os requerimentos aplicáveis às atividades de avaliação (assurance) ou de consultoria. Se um auditor assume uma demanda de serviço de avaliação (assurance), deve observar que: o escopo do trabalho de avaliação é determinado pelo auditor interno;

(unimontes 2017) São propósitos das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna emitidas pelo Institute of Internal Auditors (IIA):
I - Fornecer uma estrutura para a execução e a promoção de um amplo espectro de atividades de auditoria interna de valor agregado. II - Estabelecer as bases para a avaliação de desempenho da auditoria interna. III - Fomentar a melhoria dos processos e operações organizacionais. IV - Estruturar os trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis, que visam certificar a conformidade dos relatórios financeiros de uma entidade com as práticas nacionais e internacionais de contabilidade, para usuários em geral.
Assinale a alternativa que contém os propósitos CORRETOS.: I, II e III, apenas.
Os propósitos das Normas são:
1. Orientar a aderência com os elementos mandatórios da Estrutura Internacional de Práticas Profissionais.
2. Fornecer uma estrutura para a execução e promoção de um amplo espectro de serviços de auditoria interna de valor agregado.
3. Estabelecer as bases para a avaliação de desempenho da auditoria interna.
4. Promover a melhoria dos processos e operações organizacionais. 

(cesgranrio 2013) De acordo com o The Institute of Internal Auditors, a estrutura das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna é dividida entre Normas de Atributos e de Desempenho.
As Normas de Atributos e as Normas de Desempenho se referem, respectivamente, a: características das organizações e dos indivíduos que executam auditoria interna e à natureza da auditoria interna e critérios de qualidade.
A estrutura das Normas é dividida entre Normas de Atributos e de Desempenho. As Normas de Atributos endereçam as características das organizações e dos indivíduos que executam auditoria interna. As Normas de Desempenho descrevem a natureza da auditoria interna e fornecem os critérios de qualidade contra os quais o desempenho desses serviços possa ser avaliado. As Normas de Atributos e de Desempenho são fornecidas para serem aplicadas a todos os serviços de auditoria interna.

(fgv 2016) De acordo com as Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna, emitidas pelo Institute of Internal Auditors, ao elaborar um código de auditoria interna, a descrição da natureza dessa auditoria, bem como seus critérios de qualidade devem ser baseados nas normas: de desempenho

(quadrix 2025) Ao elaborar o relatório de auditoria, o auditor interno deve comunicar as constatações, mesmo que não tenha conseguido reunir evidências suficientes para sustentá‑las. ERRADO
O relatório de auditoria interna deve se basear em fatos comprovados, e não em suspeitas, hipóteses ou percepções não verificadas; Divulgar constatações sem evidência suficiente compromete a credibilidade, objetividade e ética do trabalho do auditor interno.

(ibade 2023) No que diz respeito às regras acerca das avaliações internas e externas previstas nas Normas Internacionais Para a Prática de Auditoria Interna (IPPF), marque a alternativa CORRETA.: As avaliações externas devem ser realizadas por um único avaliador, ou uma equipe de avaliação, qualificado e independente, externo à organização.
1311 – Avaliações Internas
As avaliações internas devem incluir:
Monitoramento contínuo do desempenho da atividade de auditoria interna.
Autoavaliações ou avaliações periódicas realizadas por outras pessoas da organização com conhecimento suficiente das práticas de auditoria interna.
1312 – Avaliações Externas
As avaliações externas devem ser realizadas pelo menos uma vez a cada cinco anos, por um avaliador, ou uma equipe de avaliação, qualificado e independente, externo à organização. O executivo chefe de auditoria deve discutir com o conselho:
A forma e a frequência da avaliação externa.
A qualificação e independência do avaliador externo, ou equipe de avaliação, incluindo qualquer potencial conflito de interesses.

(cesgranrio 2013) Entre as características das organizações e dos indivíduos que executam auditoria interna dispostas nas Normas Internacionais para o exercício profissional da auditoria interna emitidas pelo The Institute of Internal Auditors, destaca-se que o(s): auditores internos devem exercer o zelo profissional, considerando o custo da avaliação (assurance) em relação aos potenciais benefícios.
Os auditores internos devem exercer o zelo profissional devido, avaliando a natureza, as circunstâncias e os requisitos dos serviços a serem prestados,

(cespe/cebraspe 2018) De acordo com o Instituto Internacional de Auditores Internos, os conhecimentos, as habilidades e outras competências que se exigem dos auditores internos para o desempenho eficaz de suas responsabilidades profissionais referem-se: à proficiência profissional.
São princípios do Código de Ética (princípios fundamentais de ética profissional):
(a) Integridade: manter honestidade em todas as relações profissionais (ser integro);
(b) Objetividade: não ter conflito de interesses, preservando sempre sua independência;
(c) Competência OU proficiência profissional: aumentar continuamente a competência profissional, melhorar a qualidade dos serviços e desempenhar melhor suas atribuições;
(d) Confidencialidade: não divulgar informações confidenciais da entidade auditada sem que tenha seu consentimento específico (sigilo);
(e) Comportamento (ou conduta) profissional: seguir as normas relevantes de auditoria e evitar quaisquer ações que maculem a imagem de sua profissão

(quadrix 2025) Ao analisar a prestação de contas de uma viagem a serviço, o auditor interno deve verificar a exatidão dos valores e a formalização dos documentos, sem necessidade de avaliar a pertinência dos gastos, uma vez que esta é responsabilidade do gestor que autorizou a viagem. ERRADO
O Auditor Interno avalia o "Caminho do Dinheiro" em 3 níveis:
Legalidade/Formalidade: O documento existe e é autêntico?
Exatidão: Os cálculos e valores estão corretos?
Pertinência/Economicidade: Esse gasto fazia sentido para os objetivos do órgão? (O "Pulo do Gato" da Auditoria Operacional).

(quadrix 2025) Segundo as normas internacionais de auditoria interna, o auditor interno deve exercer o ceticismo profissional, o que inclui questionar e avaliar criticamente a confiabilidade das informações, mesmo quando fornecidas por gestores de alto escalão. CERTO
De acordo com as Normas Internacionais para a Prática Profissional da Auditoria Interna (IPPF/IIA), o auditor interno deve manter ceticismo profissional, ou seja, uma postura de questionamento, atenção crítica e avaliação da suficiência e adequação das evidências obtidas. Isso significa que o auditor não pode aceitar de forma acrítica as informações fornecidas, mesmo que venham de gestores de alto escalão, devendo sempre avaliar sua confiabilidade, consistência e relevância para fundamentar suas conclusões e recomendações.


(cesgranrio 2016) As Normas Internacionais de Auditoria Interna, emitidas pelo The Institute of Internal Auditors, orientam que o executivo chefe de auditoria deve desenvolver e manter um programa de avaliação da qualidade e da melhoria que compreenda todos os aspectos da atividade de auditoria interna.
Dentre as disposições das normas acerca da avaliação da qualidade da auditoria interna, identifica-se que: uma avaliação externa pode ser uma autoavaliação com validação externa independente.
De acordo com as normas do IIA, as avaliações externas, tais como as revisões de qualidade do trabalho de auditoria, devem ser conduzidas ao menos uma vez a cada cinco anos por revisor qualificado e independente; ou equipe de revisão externa à organização. Segundo a interpretação do IIA, as avaliações externas podem ser realizadas por meio de uma avaliação externa completa; ou uma autoavaliação com validação externa independente

(cesgranrio 2013) As Normas Internacionais para o exercício profissional da auditoria interna, emitidas pelo The Institute of Internal Auditors, dispõem sobre a natureza da auditoria interna e fornecem os critérios de qualidade em face dos quais o desempenho desses serviços possa ser avaliado.
A partir das disposições dessas normas, o gerenciamento da atividade de auditoria interna é considerado eficaz quando o(s): resultados do trabalho da atividade de auditoria interna cumprem a responsabilidade definida no estatuto de auditoria interna.

(cespe/cebraspe 2016) A respeito de auditoria interna, assinale a opção correta de acordo com o IIA (Institute of Internal Auditors).: A auditoria interna é uma atividade de avaliação e consultoria, independente e objetiva, desenvolvida para agregar valor e melhorar as operações da organização.
A auditoria interna é uma atividade independente e objetiva de avaliação e consultoria, desenvolvida para agregar valor e melhorar as operações empresariais. Ela ajuda a organização a atingir seus objetivos, por meio de uma abordagem sistemática e disciplinada à avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, controle e governança.

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