Auditoria Governamental (UNIFAP)

QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS

Princípios, fundamentos e finalidades da auditoria governamental; 


(fgv 2024) Ao desenvolver o seu trabalho, um auditor interno deve estar atento aos princípios éticos e a regras de conduta aplicáveis à sua área de atuação. Nesse contexto, ao comprometer-se em “divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que, caso não sejam divulgados, possam distorcer o reporte sobre as atividades sob revisão”, o auditor interno está agindo em aderência ao princípio ético da: objetividade; 
Princípio da Autonomia Técnica e Objetividade: Os auditores internos exibem o mais alto grau de objetividade profissional na coleta, avaliação e comunicação de informações sobre a atividade ou processo examinado. Os auditores internos efetuam uma avaliação equilibrada de todas as circunstâncias relevantes e não são indevidamente influenciados pelos interesses próprios ou de terceiros na formulação dos julgamentos.
Regras de Conduta dos Auditores Internos:
Não devem participar de qualquer atividade ou relacionamento que possa prejudicar ou que presumidamente prejudicaria sua avaliação imparcial. Esta participação inclui aquelas atividades ou relacionamentos que possam estar em confito com os interesses da organização.
Não devem aceitar qualquer coisa que possa prejudicar ou que presumidamente prejudicaria seu julgamento profissional.
Devem divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que, caso não sejam divulgados, possam distorcer o reporte sobre as atividades sob revisão.
Fonte: https://www.tjam.jus.br/index.php/auditoria-interna/legislacao/5824-resolucao-tjam-n-19-2020-institui-o-codigo-de-etica-da-unidade-de-auditoria-interna-do-tribunal-de-justica-do-estado-do-amazonas/file

(ceps ufpa 2019) Os princípios representam o arcabouço teórico sobre o qual repousam as normas de auditoria. São valores persistentes no tempo e no espaço, que concedem sentido lógico e harmônico à atividade de auditoria interna governamental e lhe proporcionam eficácia. Conforme a Instrução Normativa nº 3, de 09 de junho de 2017, do Poder Executivo Federal, as Unidades de Auditoria Interna Governamental (UAIG) devem assegurar que a prática da atividade de auditoria interna governamental seja pautada pelos seguintes princípios: integridade; proficiência e zelo profissional; autonomia técnica e objetividade; alinhamento às estratégias, objetivos e riscos da Unidade Auditada; atuação respaldada em adequado posicionamento e em recursos apropriados; qualidade e melhoria contínua; e comunicação eficaz. Acerca do princípio da autonomia técnica e objetividade, é correto afirmar: Refere-se à capacidade dos auditores internos governamentais em desenvolver trabalhos de maneira imparcial e isenta, evitando situações de conflito de interesses.
Autonomia Técnica 47. A autonomia técnica refere-se à capacidade da UAIG de desenvolver trabalhos de maneira imparcial. Nesse sentido, a atividade de auditoria interna governamental deve ser realizada livre de interferências na determinação do escopo, na execução dos procedimentos, no julgamento profissional e na comunicação dos resultados." https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/19111706/do1-2017-06-12-instrucao-normativa-n-3-de-9-de-junho-de-2017-19111304

(cespe/cebraspe 2009) A finalidade básica da auditoria realizada pelos órgãos de controle interno é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados. CERTO
A assertiva está correta porque resume os principais objetivos da auditoria governamental: comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados pela administração pública. Isso significa que o auditor não apenas verifica se os procedimentos foram seguidos corretamente, mas também se os fins públicos estão sendo atingidos de forma eficiente e conforme as normas. Enquanto a auditoria privada foca principalmente no aspecto financeiro e na proteção de interesses de acionistas, a auditoria governamental visa garantir o uso adequado dos recursos públicos, promovendo a transparência e a responsabilização dos gestores públicos.

(fgv 2024) Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistemas de controle interno com a finalidade de: apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

(comperve ufrn 2017) Os princípios representam o arcabouço teórico sobre o qual repousam as normas de auditoria. São valores persistentes no tempo e no espaço, que concedem sentido lógico e harmônico à atividade de auditoria interna governamental e lhe proporcionam eficácia. As Unidades de Auditoria Interna Governamental devem assegurar que a prática da atividade de auditoria seja pautada por princípios e requisitos éticos. Nesse contexto, considere os princípios a seguir:
I- legalidade e transparência.
II- Impessoalidade e moralidade.
III- proficiência e zelo profissional.
IV- autonomia técnica e objetividade.
São Princípios Fundamentais para a Prática da Atividade de Auditoria Interna Governamental os que estão descritos nos itens: III e IV.
38. Os princípios representam o arcabouço teórico sobre o qual repousam as normas de auditoria. São valores persistentes no tempo e no espaço, que concedem sentido lógico e harmônico à atividade de auditoria interna governamental e lhe proporcionam eficácia.
As UAIG devem assegurar que a prática da atividade de auditoria interna governamental seja pautada pelos seguintes princípios:
a) integridade;
b) proficiência e zelo profissional;
c) autonomia técnica e objetividade;
d) alinhamento às estratégias, objetivos e riscos da Unidade Auditada;
e) atuação respaldada em adequado posicionamento e em recursos apropriados;
f) qualidade e melhoria contínua; e
g) comunicação eficaz.
Fonte: INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 3, DE 9 DE JUNHO DE 2017

(ceps ufpa 2019) A atuação dos auditores internos governamentais em conformidade com princípios e requisitos éticos proporciona credibilidade e autoridade à atividade de auditoria interna governamental. Nesse sentido, o Referencial Técnico da Atividade de Auditoria Interna Governamental do Poder Executivo Federal, constante como Anexo da Instrução Normativa nº 03, de 09 de junho de 2017, estabelece que as Unidades de Auditoria Interna Governamental (UAIG) devem assegurar que a prática da atividade de auditoria interna governamental seja pautada por um conjunto de princípios. Assinale a alternativa cujo princípio NÃO faz parte desse conjunto.
A) Autonomia técnica e objetividade.
B) Qualidade e melhoria contínua.
C) Requisitos éticos.
D) Alinhamento às estratégias, objetivos e riscos.
E) Comunicação eficaz.

(ibade 2022) As UAIGs (Unidades de Auditoria Interna Governamental) devem assegurar que a prática da atividade de auditoria interna governamental seja pautada pelos seguintes princípios, EXCETO:
A) integridade.
B) proficiência e zelo profissional.  
C) heteronomia técnica e objetividade. 
autonomia técnica e objetividade;
D) alinhamento às estratégias, objetivos e riscos da Unidade Auditada.
E) atuação respaldada em adequado posicionamento e em recursos apropriados

(fundatec 2025) Sobre os princípios e normas de auditoria governamental, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A auditoria governamental deve seguir os princípios de legalidade, legitimidade e economicidade.
( ) O auditor governamental pode emitir opinião sobre a gestão pública sem a necessidade de evidências documentais.
( ) A auditoria operacional foca na avaliação da eficiência, eficácia e efetividade das ações governamentais.
( ) A independência do auditor governamental é um princípio fundamental para garantir a imparcialidade do trabalho.
( ) A auditoria de conformidade verifica se os atos e fatos administrativos estão de acordo com as normas e regulamentos aplicáveis.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: V – F – V – V – V.
2 - Falsa: O auditor sempre precisa basear suas conclusões em evidências suficientes e apropriadas (NBC TA 500). Opiniões sem fundamento violam as normas profissionais.

(fgv 2025) A Norma Brasileira do Setor Público (NBASP) nº 100 apresenta a auditoria governamental como um processo cumulativo e iterativo. O diploma em questão elenca um conjunto de princípios, classificando-os em três categorias: princípios relacionados aos requisitos organizacionais dos órgãos de auditoria; princípios gerais que o auditor de controle externo deve considerar, antes do início e em mais de um momento no curso de uma auditoria governamental; e princípios outros, relacionados a etapas específicas do processo de auditoria.
Considerando os princípios dispostos na NBASP 100, assinale a afirmativa correta.: 
A) Os auditores devem manter-se independentes, de modo que seus relatórios sejam imparciais e assim sejam vistos pelos usuários previstos. Tal princípio é denominado da imparcialidade e do reporte assertivo, estando dentre os princípios gerais que devem reger a atuação do auditor.
O erro está em dizer que o princípio é chamado de imparcialidade e reporte assertivo quando, na verdade, é ética e independência. Princípios gerais Ética e Independência 36. Os auditores devem cumprir exigências éticas relevantes e ser independentes. Princípios éticos devem estar incorporados ao comportamento profissional do auditor. As EFS devem ter políticas abordando exigências éticas e enfatizando a necessidade de seu cumprimento pelos auditores. Os auditores devem manterse independentes, de modo que seus relatórios sejam imparciais e assim sejam vistos pelos usuários previstos.
B) O princípio do risco de auditoria prescreve que os auditores devem gerenciar os riscos de fornecer um relatório que seja inadequado nas circunstâncias da auditoria, sendo parte relevante da fase de planejamento e, por isso, adstrito ao rol de princípios relacionados ao processo de trabalho.
O erro está em afirmar que o princípio do risco de auditoria está adstrito ao rol de princípios relacionados ao processo de trabalho quando, na verdade, ele é um princípio geral. Risco de auditoria é o risco de que o relatório de auditoria seja inapropriado. O auditor executa procedimentos para reduzir ou administrar o risco de chegar a conclusões inadequadas, reconhecendo que as limitações inerentes a todas as auditorias significam que uma auditoria nunca pode fornecer absoluta certeza da condição objeto.
C) A materialidade é relevante em todas as auditorias e, por isso, os auditores devem considerá-la durante todo o processo de auditoria. Contudo, a materialidade não é um princípio em si, mas sim um atributo do objeto de auditoria.
A materialidade é elencada como um princípio geral. 41. Os auditores devem considerar a materialidade durante todo o processo de auditoria. A materialidade é relevante em todas as auditorias. Uma questão pode ser julgada materialmente significativa se o seu conhecimento é suscetível de influenciar as decisões dos usuários previstos.
D) Os auditores devem preparar documentação de auditoria suficientemente detalhada para fornecer uma compreensão clara do trabalho realizado, da evidência obtida e das conclusões alcançadas, pelo princípio geral da documentação. 
42. Os auditores devem preparar documentação de auditoria que seja suficientemente detalhada para fornecer uma compreensão clara do trabalho realizado, da evidência obtida e das conclusões alcançadas.
E)  Os auditores devem elaborar um relatório baseado nas conclusões alcançadas, pelo princípio da comunicação, sendo este relativo à fase de relatório da auditoria governamental.
O princípio da comunicação não é adstrita à fase do relatório, mas é diretriz da atuação do auditor ao longo de todo o processo de auditoria. 43. Os auditores devem estabelecer uma comunicação eficaz durante todo o processo de auditoria. É essencial que a entidade auditada seja mantida informada de todas as questões relacionadas com a auditoria.

(cespe/cebraspe 2025) O conceito de materialidade em auditoria governamental está associado ao valor monetário dos desvios detectados, não sendo aplicável a questões qualitativas, como a relevância social do programa auditado. ERRADO
Manual de Auditoria TCDF 5.2 Materialidade A materialidade é relevante em todas as auditorias. Uma questão pode ser julgada materialmente relevante se o seu conhecimento é suscetível de influenciar as decisões dos usuários previstos. Assim, a despeito da visão mais simplista que a associa a aspectos estritamente monetários, destaca-se que a materialidade pode incluir outros aspectos quantitativos e também aspectos qualitativos. (...) Em auditorias operacionais, a materialidade em sentido monetário pode, mas não precisa ser uma preocupação primária. Na definição da materialidade em auditorias operacionais, o auditor deve considerar o que é socialmente ou politicamente significativo, bem como a importância relativa (ou significância) do tema da auditoria dentro do contexto no qual ela está inserida.
127. Materialidade pode ser definida como a importância relativa (ou significância) de um assunto dentro do contexto na qual é considerada. Além do valor monetário, a materialidade inclui questões de importância social e política, conformidade, transparência, governança e accountability. A materialidade pode variar ao longo do tempo e pode depender da perspectiva dos usuários previstos e das partes responsáveis (ISSAI 300/33, 2013; ISSAI 3000/84). MANOP/TCU

(fgv 2025) A Norma Brasileira do Setor Público (NBASP) nº 100 apresenta a auditoria governamental como um processo cumulativo e iterativo. O diploma em questão elenca um conjunto de princípios classificando-os em três categorias: princípios relacionados aos requisitos organizacionais dos órgãos de auditoria; princípios gerais que o auditor de controle externo deve considerar, antes do início e em mais de um momento no curso de uma auditoria governamental; e princípios outros relacionados a etapas específicas do processo de auditoria.
Considerando os princípios dispostos na NBASP 100, assinale a afirmativa correta.: Os auditores devem realizar uma avaliação de risco ou análise de problema, e revisá-la, se necessário, em resposta aos achados de auditoria. Tal mandamento se refere ao princípio da realização da avaliação de risco para análise do problema, e se aplica na fase de planejamento da auditoria governamental.
Segundo a NBASP 100: Princípios relacionados ao processo de auditoria Planejando uma auditoria 46. Os auditores devem realizar uma avaliação de risco ou análise de problema, e revisá-la, se necessário, em resposta aos achados de auditoria. A natureza dos riscos identificados variará de acordo com o objetivo da auditoria. O auditor deve considerar e avaliar o risco de diferentes tipos de deficiências, desvios ou distorções que possam ocorrer em relação ao objeto. Tanto riscos gerais como específicos devem ser considerados. Isso pode ser alcançado mediante procedimentos que servem para obter um entendimento da entidade ou do programa e seu ambiente, incluindo os controles internos relevantes. O auditor deve avaliar as respostas da administração aos riscos identificados, incluindo o desenho e a implementação de controles internos para tratá-los. Em uma análise de problemas, o auditor deve considerar as indicações atuais de problemas ou desvios em relação ao que deveria ser ou é esperado. Esse processo envolve examinar vários indicadores de problemas a fim de definir os objetivos da auditoria. A identificação de riscos e seus impactos na auditoria deve ser considerada ao longo de todo o processo de auditoria.

(idesg 2025) A INTOSAI (International Organization of Supreme Audit Institutions) estabelece princípios e diretrizes importantes para a prática da auditoria governamental. A norma ISSAI 1 apresenta os princípios fundamentais que orientam a atuação das instituições de auditoria governamental. Qual das alternativas abaixo está INCORRETA em relação aos princípios estabelecidos pela ISSAI 1? 
A) A auditoria governamental deve ser independente e objetiva, realizando suas atividades sem interferência externa e com imparcialidade. 
B) A auditoria governamental deve ser conduzida de acordo com princípios e padrões profissionais, com base na legalidade e na transparência.
C) A auditoria governamental deve priorizar a conformidade com as leis, preterindo a eficiência ou eficácia das políticas públicas.
Explicação: Princípios da ISSAI 1 (Declaração de Lima): A ISSAI 1 enfatiza que a auditoria governamental deve abranger não apenas a conformidade legal, mas também a eficiência, eficácia e economicidade das políticas públicas (auditoria de desempenho). Objetividade e independência (Alternativa A), padrões profissionais e transparência (Alternativa B) e prestação de contas (Alternativa D) são princípios corretamente alinhados com a norma. Erro da Alternativa C: A ISSAI 1 não pretere a avaliação de eficiência/eficácia em favor da mera conformidade. Pelo contrário, destaca a necessidade de auditorias que analisem resultados e impactos das ações governamentais. A conformidade é uma das dimensões, mas não a única. Base Normativa: A ISSAI 1 (Declaração de Lima) estabelece que as EFS (Entidades Fiscalizadoras Superiores) devem auditar: Legalidade (conformidade); Gestão financeira (regularidade); Desempenho (eficiência, eficácia e economicidade). Conclusão: A alternativa C está incorreta, pois contraria o princípio da ISSAI 1 de que a auditoria governamental deve equilibrar conformidade e avaliação de desempenho.
Preterindo = abdicar
D)  A auditoria governamental deve ser orientada para a prestação de contas, fornecendo informações úteis à sociedade e aos gestores públicos.

(ift 2018) Segundo as normas da ISSAI 100, são princípios da auditoria governamental os constantes abaixo, exceto:
Alternativas
A) Materialidade.
B) Risco de Auditoria
C) Controle de qualidade.
D) Discricionariedade.
ISSAI 100. 3.1.4 Princípios de Auditoria do Setor Público
Princípio Gerais:
- Ética e Independência;
- Julgamento devido zelo e ceticismo profissional;
- Controle de Qualidade;
- Gerenciamento de equipes e habilidades;
- Risco de Auditoria;
- Materialidade;
- Documentação;
- Comunicação. 
E) Comunicação.

(cespe/cebraspe 2025) Ao preparar o relatório de auditoria operacional, o auditor deve-se basear no princípio da tempestividade, que implica não relatar atos e fatos referentes a exercícios financeiros não abrangidos no escopo da auditoria. ERRADO
O princípio da tempestividade na auditoria refere-se à necessidade de a informação, incluindo o relatório de auditoria, ser disponibilizada em tempo hábil para que seja útil aos seus usuários e tomadores de decisão. A tempestividade implica que o auditor deve emitir seus relatórios dentro do prazo ou momento oportuno, para que as informações e recomendações contidas neles possam surtir efeito. A ausência de tempestividade torna a informação menos útil, pois as decisões que poderiam ser tomadas com base nela perdem a relevância ou a oportunidade de aplicação.

(vunesp 2017) No que se refere aos princípios fundamentais subjacentes aos componentes de controle interno, o Ambiente de Controle compreende a avaliação, entre outras, de que a organização: tem compromisso com a integridade e os valores éticos.
Ambiente de controle
1. A organização demonstra ter comprometimento com a integridade e os valores éticos.
2. A estrutura de governança demonstra independência em relação aos seus executivos e supervisiona o desenvolvimento e o desempenho do controle interno.
3. A administração estabelece, com a suspensão da estrutura de governança, as estruturas, os níveis de subordinação e as autoridades e responsabilidades adequadas na busca dos objetivos.
4. A organização demonstra comprometimento para atrair, desenvolver e reter talentos competentes, em linha com seus objetivos.
5. A organização faz com que as pessoas assumam responsabilidade por suas funções de controle interno na busca pelos objetivos. 

auditoria interna e controle interno; 

(fcc 2022) A NBC TI 01 estabelece que a auditoria interna compreende: exames, levantamentos e comprovações, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. 
A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos (NBC TI 01, item 12.1.1.3)

(avança sp 2024) A auditoria interna é uma atividade independente e objetiva que tem como finalidade: Avaliar e monitorar a adequação e eficácia dos controles internos e da gestão de riscos. 
As principais finalidades da auditoria interna são: - avaliar controles internos; - monitorar a gestão de riscos; - melhorar processos; - fortalecer governança; - agregar valor à organização.

(selecon 2026) Aferir a adequação do controle interno, a efetividade do gerenciamento dos riscos e dos processos de governança e a confiabilidade do processo de coleta, mensuração, classificação, acumulação, registro e divulgação de eventos e transações, visando ao preparo de demonstrações financeiras, são atribuições que a Lei n.º 13.303/2016 confere ao(à): Auditoria Interna
Art. 9º (...) § 3º A auditoria interna deverá: I - ser vinculada ao Conselho de Administração, diretamente ou por meio do Comitê de Auditoria Estatutário; II - ser responsável por aferir a adequação do controle interno, a efetividade do gerenciamento dos riscos e dos processos de governança e a confiabilidade do processo de coleta, mensuração, classificação, acumulação, registro e divulgação de eventos e transações, visando ao preparo de demonstrações financeiras.

(contemax 2024) Em auditoria interna, qual é o principal benefício da auditoria contínua?: Identificar e corrigir falhas nos processos em tempo real, permitindo uma resposta rápida a riscos emergentes. 
A auditoria contínua permite monitorar e avaliar os processos e controles de forma contínua, o que ajuda a identificar e corrigir problemas rapidamente, antes que eles se tornem questões mais graves. 

(ibade 2025) O art. 74 da CF (Constituição Federal de 1988) define o papel do sistema de controle interno no apoio à fiscalização contábil, financeira e orçamentária. Com base no dispositivo e na atuação junto ao controle externo, marque a alternativa que melhor espelha o dever institucional.: Comunicar ao Tribunal de Contas irregularidade com lesão ou risco ao erário, representar com documentação de suporte, e responder por omissão solidária quando cabível.
art 74 § 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.

(coperve ufsc 2026) As unidades de auditoria interna da Administração Indireta do Poder Executivo Federal emitirão parecer sobre a prestação de contas anual da entidade para fornecer segurança razoável quanto:
I. à aderência da prestação de contas aos normativos que regem a matéria.
II. à conformidade legal dos atos administrativos.
III. ao processo de elaboração das informações contábeis e financeiras.
IV. ao atingimento dos objetivos operacionais.
V. à regularidade dos procedimentos licitatórios e à execução contratual da entidade.
Assinale a alternativa correta.: Somente os itens I, II, III e IV estão corretos.
O parecer da Auditoria Interna sobre a prestação de contas anual da Adm Indireta fornece segurança razoável quanto à aderência aos normativos, conformidade legal, elaboração de informações contábeis e alcance de objetivos operacionais. Analisar licitações isoladas foge desse escopo macro.

(copeve ufal 2026) Em uma organização de médio porte, a auditoria interna foi incumbida de avaliar a adequação dos controles relacionados ao processo de compras. Durante o planejamento dos trabalhos, o auditor definiu procedimentos considerando riscos identificados, materialidade e necessidade de obter evidência apropriada e suficiente.
À luz da NBC TI 01, a atuação da auditoria interna, nesse contexto, deve priorizar a: aplicação de procedimentos que permitam avaliar a eficácia dos controles internos, com foco nos riscos que possam impactar os objetivos organizacionais.
12.1.1.3  –  A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

(univali 2025) O recém-empossado Controlador Interno de um importante município de Santa Catarina, ao assumir a função, depara-se com uma equipe competente, porém com uma visão de trabalho antiquada, focada quase que exclusivamente na verificação formal de processos de pagamento, uma abordagem puramente de conformidade e com pouco valor agregado à gestão. Determinado a modernizar a unidade e a demonstrar seu valor estratégico para a nova administração municipal, ele decide basear seu plano de trabalho não apenas nas normas internacionais, mas também nas diretrizes estaduais específicas contidas no "Guia Referencial de práticas profissionais aplicadas aos auditores e controladores internos do Estado de Santa Catarina". Ele convoca sua equipe e apresenta uma nova filosofia de trabalho, enfatizando que o papel do controlador moderno transcende a mera fiscalização. Qual das seguintes declarações melhor encapsula a abordagem contemporânea e o papel do controle interno, conforme promovido por guias de boas práticas como o de Santa Catarina?: A atuação do controle interno deve ser a de um parceiro estratégico e consultor da alta gestão, fornecendo avaliações independentes e objetivas sobre a adequação e eficácia dos processos de governança, gerenciamento de riscos e controles. O foco deve ser proativo e voltado para o futuro, auxiliando a organização a alcançar seus objetivos estratégicos, otimizar o uso de recursos e fortalecer a prestação de contas à sociedade.

(gualimp 2024) O controle interno e a auditoria são essenciais para a integridade financeira no setor público. Qual das seguintes afirmações melhor descreve a função do controle interno?: Envolve a avaliação da eficácia das operações, a confiabilidade dos relatórios financeiros e a conformidade com leis e regulamentos.
Descreve de forma abrangente as principais funções do controle interno: avaliar a eficácia das operações, assegurar relatórios financeiros confiáveis e promover a conformidade legal. Essas funções representam o tripé dos controles internos, conforme exigido pelas boas práticas e normas internacionais, como o COSO (Committee of Sponsoring Organizations).

(ameosc 2025) O ingresso de servidores no serviço público exige o cumprimento de etapas formais e a comprovação da regularidade de todo o processo, cabendo aos órgãos de controle interno revisarem os atos de admissão. Essa verificação busca garantir que todos os requisitos legais tenham sido observados, desde a realização do concurso público até a nomeação e posse, prevenindo nulidades e responsabilizações futuras. Assinale a alternativa correta.: O controle interno deve emitir parecer conclusivo sobre a legalidade do processo de admissão de pessoal.

(inaz do pará 2026) A gestão fiscal responsável, no âmbito da Administração Pública, não se sustenta apenas pela observância formal de metas e limites legais, mas depende da existência de mecanismos institucionais de controle, monitoramento, transparência e responsabilização capazes de assegurar integridade, rastreabilidade decisória e correção de desvios.
Nesse contexto, o controle interno, a auditoria, a transparência fiscal, as transferências intergovernamentais e os regimes de responsabilização por infrações fiscais integram uma rede de instrumentos que se articulam com o controle externo e com a própria dimensão social da fiscalização da atividade financeira do Estado.
Por isso, a análise técnica da matéria exige distinguir funções, destinatários, pressupostos de atuação e consequências jurídicas próprias de cada mecanismo, sem reduzir o tema a uma visão indistinta de supervisão administrativa.
Considerando o controle interno, a auditoria, a transparência fiscal, as transferências e a responsabilização por infrações fiscais, assinale a alternativa INCORRETA.
A) O controle interno não se limita à detecção posterior de irregularidades, podendo atuar de forma preventiva, concomitante e corretiva, inclusive mediante avaliação de procedimentos, verificação de conformidade e apoio institucional ao aperfeiçoamento da gestão fiscal.
B) A transparência fiscal não se exaure na publicação formal de dados, pois pressupõe disponibilização de informações em condições minimamente adequadas de compreensão, acompanhamento e controle, sem prejuízo das restrições legais de sigilo quando cabíveis.
C) As transferências intergovernamentais, embora submetidas a regimes jurídicos distintos conforme sua natureza constitucional ou voluntária, não se dissociam por completo do sistema de controle da gestão fiscal, podendo sua regularidade ser objeto de acompanhamento institucional e de responsabilização em caso de infração. 
D) O controle externo, por traduzir fiscalização exercida fora da estrutura administrativa do órgão controlado, exclui a necessidade de funcionamento efetivo de sistemas de controle interno, já que a duplicidade de instâncias de verificação comprometeria a eficiência e a racionalidade da supervisão fiscal.
A atuação do controle externo não exclui o controle interno. Pela CF/88, os Poderes mantêm sistema integrado de controle interno, cuja função inclui apoiar o controle externo. Inexiste duplicidade prejudicial, havendo complementaridade obrigatória na supervisão fiscal.
E) A responsabilização por infrações fiscais não depende, em todos os casos, da mesma lógica aplicável à invalidação de atos ou à recomposição patrimonial, podendo assumir feições próprias conforme a natureza da infração, o regime normativo incidente e a posição funcional do agente envolvido.

tipos de auditoria (operacional, contábil, financeira, de conformidade e de TI); 

(iv ufg 2017) A auditoria governamental que objetiva examinar a economicidade, a eficiência, a eficácia e a efetividade de organizações, programas e atividades, com a finalidade de avaliar o seu desempenho e promover o aperfeiçoamento da gestão pública é denominada auditoria: operacional.
Auditoria operacional: “apresenta uma variedade e complexidade de questões a serem tratadas, possui maior flexibilidade na escolha de temas, objetos de auditoria, métodos de trabalho e forma de comunicar suas conclusões.” 

(nce ufrj 2006) Os métodos de investigação utilizados pelo auditor para coletar evidências e informações probatórias adequadas, pertinentes e razoáveis para fundamentar suas opiniões e conclusões, compreendem os (as): técnicas de auditoria;
As técnicas de auditoria são, de fato, os métodos utilizados pelo auditor para investigar e obter informações necessárias. Exemplos dessas técnicas incluem a inspeção, a observação, as confirmações externas, e os procedimentos analíticos, entre outros. Elas são fundamentais para garantir que o auditor possa emitir um parecer com base em evidências sólidas.

(cpcon 2023) Tanto a auditoria interna quanto a externa promovem boa governança, ao contribuírem para a transparência e accountability pelo uso de recursos públicos, assim como para a economia, eficiência e efetividade na administração pública. Sobre a transparência e a accountability na auditoria, é CORRETO afirmar que: A auditoria operacional promove accountability, ao ajudar aqueles com responsabilidades de governança e supervisão a melhorarem o desempenho.
Objetivos da auditoria operacional 12. O principal objetivo da auditoria operacional é promover, construtivamente, a governança econômica, efetiva e eficaz. Ela também contribui para a accountability e transparência. A auditoria operacional promove a accountability ao ajudar aqueles com responsabilidades de governança e supervisão a melhorar o desempenho. Isso é feito ao examinar se as decisões tomadas pelo poder legislativo ou pelo executivo são formuladas e implementadas de forma eficiente e eficaz e se os contribuintes ou cidadãos têm recebido em retorno o valor justo dos tributos pagos. Não se trata de questionar as intenções e decisões do poder legislativo, mas examinar se alguma deficiência nas leis e nos regulamentos ou na sua forma de implementação esteja impedindo que os objetivos especificados sejam alcançados. A auditoria operacional foca em áreas nas quais pode agregar valor para os cidadãos e que têm o maior potencial para aperfeiçoamento. Ela proporciona incentivos construtivos para que as partes responsáveis desenvolvam as ações apropriadas. NBASP 300

(instituto access 2024) No âmbito público, a auditoria operacional é amplamente realizada. Em seu escopo, há características relevantes a serem analisadas, como o listado nas alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinalea.
A) economicidade
B) eficiência
C) eficácia
D) efetividade
E) ergonomia
Ergonomia é a ciência que adapta o trabalho, os objetos e o ambiente ao ser humano. Seu objetivo é otimizar o conforto, a segurança e a eficiência, prevenindo lesões e doenças ocupacionais (como LER/DORT).

(fcc 2011) A auditoria operacional efetuada pelo órgão de controle interno: consiste em avaliar as ações gerenciais das unidades ou entidades da administração pública, programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade.
A auditoria classifica-se em:
I. Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados.
II. Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo dos processos de gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal, evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.
III. Auditoria Contábil: compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou projeto. Objetivam obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes, a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.
IV. Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou entidades da administração pública federal, programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio de recomendações, que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial. Este tipo de procedimento auditorial, consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e sistemas informatizados. 
V. Auditoria Especial: objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de atividades.

(cespe/cebraspe 2012) O relatório de auditoria operacional de uma entidade pública pode conter críticas relativas a casos de desperdícios, exageros ou ineficiências na aplicação de recursos públicos. CERTO
O relatório de auditoria é o instrumento formal e técnico por intermédio do qual a equipe de auditoria comunica aos leitores o objetivo e as questões de auditoria, o escopo e as limitações de escopo, a metodologia utilizada, os achados de auditoria, as conclusões e as propostas de encaminhamento. Nesse sentido, dentro dos achados de auditoria, o auditor evidenciará esses desperdícios, exageros ou ineficiências, descritos na questão. Cabe ressaltar que o relatório de auditoria pode reconhecer também os aspectos positivos do objeto auditado, se aplicável aos objetivos da auditoria.

(cespe/cebraspe 2012) Sendo a auditoria operacional etapa preparatória para a auditoria de regularidade, devido às suas peculiaridades, essas auditorias não podem, na prática, ser realizadas concomitantemente. ERRADO
4202 – Pode haver, na prática, uma auditoria governamental em que haja uma superposição entre os procedimentos de auditorias de regularidade e operacional. 4202.1 – Os dois tipos de auditoria – a de regularidade ou a operacional – podem, na prática, ser realizados concomitantemente, porquanto são mutuamente reforçadoras: a auditoria de regularidade sendo preparatória para a operacional, e esta última levando à correção de situações causadoras de não conformidades. http://www.controlepublico.org.br/files/Proposta-de-Anteprojeto-NAGs_24-11.pdf

(fgv 2011) A finalidade básica da auditoria é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados, quanto aos aspectos de eficiência, eficácia e economicidade da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, operacional, contábil e finalística das unidades e das entidades da Administração Pública, em todas as suas esferas de governo e níveis de poder, bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado, quando legalmente autorizadas nesse sentido. Assim, é possível afirmar que, dependendo do enfoque, a auditoria se classifica em diferentes modalidades. Com base no exposto, é INCORRETO afirmar que a auditoria
A) de avaliação da gestão objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia.
B) de acompanhamento da gestão é realizada ao longo dos processos de gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal, evidenciando melhoras e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.
C) contábil compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou projeto. Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes, a situação econômico- financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos, oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais, por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados com aqueles organismos, com vistas a emitir opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras.
D) operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou entidades da Administração Pública, programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio de recomendações que visem a aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial, desde que o viés seja predominantemente contábil. Esse tipo de procedimento auditorial consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e sistemas informatizados.
Essa questão está consideravelmente extensa, mesmo para os padrões da FGV. O que pode facilitar para o candidato é que o pedido se refere ao que é INCORRETO, ou seja, se encontrarmos algum erro durante uma leitura atenta das alternativas, podemos concluir que se trata do gabarito. A definição de Auditoria Operacional constante na alternativa D estaria correta, exceto pela expressão “desde que o viés seja predominantemente contábil“, já que não é esta a prioridade da Auditoria Operacional. Seu viés é predominantemente relacionado ao desempenho. Gabarito: D Prof. Claudenir Brito
E) especial objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. Classificam-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de atividades.

(fcc 2015) Para aprofundar aspectos tratados de forma preliminar durante a etapa de planejamento de uma auditoria operacional, foi formulada a questão: “A rede de atendimento do SUS está preparada para garantir o acesso da população à atenção de média e alta complexidade?” Esta questão é classificada como: descritiva.
Questões descritivas: São formuladas de maneira a fornecer informações detalhadas sobre, por exemplo, condições de implementação ou de operação de determinado programa ou atividade, mudanças ocorridas, problemas e áreas com potencial de aperfeiçoamento. São questões que buscam aprofundar aspectos tratados de forma preliminar durante a etapa de planejamento. Exemplos de questão descritiva: “Como os executores locais estão operacionalizando os requisitos de acesso estabelecidos pelo programa?” 
Questões normativas: São aquelas que tratam de comparações entre a situação existente e aquela estabelecida em norma, padrão ou meta, tanto de caráter qualitativo quanto quantitativo. A abordagem metodológica empregada nesses casos é a comparação com critérios previamente identificados e o desempenho observado. Abordam o que deveria ser e usualmente são perguntas do tipo: “O programa tem alcançado as metas previstas?”; “Os sistemas instalados atendem às especificações do programa?”. 
Questões avaliativas (ou de impacto, ou de causa-e-efeito): As questões avaliativas referem-se à efetividade do objeto de auditoria e vão além das questões descritivas e normativas para enfocar o que teria ocorrido caso o programa ou a atividade não tivesse sido executada....Exemplo de questão avaliativa: “Em que medida os efeitos observados podem ser atribuídos ao programa?”...As questões avaliativas quase sempre requerem estratégias metodológicas bastante complexas... 
Questões exploratórias Destinadas a explicar eventos específicos, esclarecer os desvios em relação ao desempenho padrão ou as razões de ocorrência de um determinado resultado. São perguntas do tipo: “Quais os principais fatores que respondem pela crise do sistema de transporte aéreo?”; Manual de Auditoria Operacional: http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2058980.PDF

(fundatec 2019) A Controladoria-Geral do Município de Porto Alegre, por meio da Divisão de Auditoria-Geral, no período de 31 de março a 06 de abril de 2017, realizou auditoria na área de pessoal do Departamento Municipal de Limpeza Urbana – DMLU. Como resultado dos trabalhos, foi emitido o respectivo relatório, cujo Quadro-Resumo dos Apontamentos foi publicado na internet, no portal da Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria (SMTC). No referido quadro, constam, entre outros, os apontamentos transcritos abaixo, ipsis litteris. Com base nos conceitos de auditoria de regularidade e auditoria operacional, identifique cada um dos referidos apontamentos, levando em conta estritamente o conteúdo transcrito. Para tanto, analise os apontamentos abaixo e assinale R para o apontamento que se enquadre como resultado típico de auditoria de regularidade, ou O para o tipo de apontamento característico de auditoria operacional. 
( ) Concessão de horas-extras anuais, concedidas de forma sistemática para determinados servidores, em desacordo com a legislação vigente.
( ) Existência de quantidade significativa de trabalhadores terceirizados com controle precário dos postos.
( ) Existência de um grande número de cedências para outros órgãos municipais e alta rotatividade no quadro funcional.
( ) Gasto elevado no pagamento de horas-extras aos servidores do DMLU, o que pode indicar insuficiência de quadro de pessoal.
( ) Servidores que recebem horas-extras e vales-extras além do estabelecido na legislação vigente.
A ordem correta de preenchimentos dos parênteses, de cima para baixo, é: R – O – O – O – R.
A auditoria de regularidade tem como foco o exame da legalidade e legitimidade dos atos de gestão, ou seja, qualquer apontamento que se refira à verificação de atendimento à Lei ou outro ato normativo. Por outro lado, a auditoria operacional foca na avaliação de desempenho, buscando o aperfeiçoamento da gestão. Para isso, geralmente são analisados os 4 E´s (economicidade, eficiência, eficácia e efetividade de organizações e atividades governamentais. Dessa maneira, qualquer apontamento ligado à gestão e/ou desempenho do órgão deve ser classificado nessa espécie de auditoria governamental.

(fcc 2023) As auditorias governamentais realizadas no setor público definidas nas Normas de Auditoria Governamental - NAGs classificam-se em Auditoria de Regularidade, Contábil, de Cumprimento Legal, e Operacional. Corresponde a uma auditoria do tipo Operacional:
A) exame independente, objetivo e confiável que examine os processos, ciclos operacionais, serviços prestados, programas, atividades ou demais órgãos da Administração Pública se estão funcionando de acordo com os princípios da economicidade, eficiência e efetividade e se há espaço para aperfeiçoamento, além dos aspectos de legalidade.
1102.1.2 – AUDITORIA OPERACIONAL: exame de funções, subfunções, programas, projetos, atividades, operações especiais, ações, áreas, processos, ciclos operacionais, serviços e sistemas governamentais com o objetivo de se emitir comentários sobre o desempenho dos órgãos e entidades da Administração Pública e o resultado das políticas, programas e projetos públicos, pautado em critérios de economicidade, eficiência, eficácia, efetividade, equidade, ética e proteção ao meio ambiente, além dos aspectos de legalidade.
B) o exame da observância das disposições legais e regulamentares aplicáveis ao ente público.
1102.1.1.2 – AUDITORIA DE CUMPRIMENTO LEGAL: exame da observância das disposições legais e regulamentares aplicáveis
C) a utilizada para avaliar atividades, transações financeiras ou informações, com o objetivo de identificar se os critérios que regem a entidade auditada foram cumpridos na sua execução.
Auditoria de conformidade Tem por objetivo verificar se um objeto está em conformidade com normas identificadas como critérios. A auditoria de conformidade é realizada para avaliar se atividades, transações financeiras e informações cumprem, em todos os aspectos relevantes, as normas que regem a entidade auditada. Essas normas podem incluir regras, leis, regulamentos, resoluções orçamentárias, políticas, códigos estabelecidos, acordos ou os princípios gerais que regem a gestão financeira responsável do setor público e a conduta dos agentes públicos. Os objetos podem ser atividades, transações financeiras ou informações.
D) o trabalho no qual o auditor expressa sua opinião frente ao exame da avaliação dos registros das demonstrações contábeis; do cumprimento das disposições legais e regulamentares; do sistema interno; e da probidade e da correção das decisões administrativas adotadas pelo ente auditado.
1102.1.1.1 – AUDITORIA CONTÁBIL: exame das demonstrações contábeis e outros relatórios financeiros com o objetivo de expressar uma opinião – materializada em um documento denominado relatório de auditoria – sobre a adequação desses demonstrativos em relação aos Princípios de Contabilidade (PC), às Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) e estas NAG sejam elas profissionais ou técnicas, e à legislação pertinente. Em uma auditoria contábil o profissional de auditoria governamental deverá verificar se as demonstrações contábeis e outros informes representam uma visão fiel e justa do patrimônio envolvendo questões orçamentárias, financeiras, econômicas e patrimoniais, além dos aspectos de legalidade.
E) tem por objeto a situação financeira, o desempenho, os fluxos de caixa ou outros elementos integrantes das demonstrações financeiras.
1102.1.1 – AUDITORIA DE REGULARIDADE: exame e avaliação dos registros; das demonstrações contábeis; das contas governamentais; das operações e dos sistemas financeiros; do cumprimento das disposições legais e regulamentares; dos sistemas de controle interno; da probidade e da correção das decisões administrativas adotadas pelo ente auditado, com o objetivo de expressar uma opinião.

(cespe/cebraspe 2024) Distintamente da auditoria operacional, as conclusões da auditoria de demonstrações financeiras assume a forma de opinião concisa de formato padronizado. CERTO
A auditoria de demonstrações financeiras tem como produto final uma opinião formal e padronizada, enquanto a auditoria operacional produz um relatório que pode variar em formato e conteúdo, com foco em achados e recomendações. Portanto, a afirmativa de que as conclusões da auditoria de demonstrações financeiras assumem a forma de opinião concisa de formato padronizado, distintamente da auditoria operacional, está correta.

(idcap 2024) Assinale a alternativa que está de acordo com a NBASP 3000, que trata da auditoria operacional: A auditoria operacional busca analisar se operações e sistemas estão funcionando conforme os princípios de economicidade, eficiência e efetividade, e também visa oferecer recomendações para melhorias. 

(fundatec 2023) Objetiva avaliar as ações gerenciais e os procedimentos operacionais das unidades ou entidades, programas, projetos, atividades ou segmentos destes. Esse tipo de auditoria consiste em uma atividade de assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas administrativas e os sistemas operacionais ou informatizados. O conceito descrito diz respeito a qual tipo de auditoria do controle interno no setor público?: Operacional ou de desempenho.
Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou entidades da administração pública federal, programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio de recomendações, que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial. Este tipo de procedimento auditorial, consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e sistemas informatizados.

(cespe/cebraspe 2023) No que se refere à auditoria de conformidade governamental, julgue os itens seguintes.
I A auditoria de conformidade pode abranger ampla variedade de objetos, fornecer asseguração razoável ou limitada e utilizar diversos tipos de critérios e procedimentos de obtenção de evidências. II As normas constituem os elementos secundários da auditoria de conformidade e inclui regras, leis e regulamentos. III  O objeto da auditoria de conformidade é definido na matriz de planejamento. IV A auditoria de conformidade pode ser parte de auditoria combinada, a exemplo da combinação com a auditoria operacional.
Estão certos apenas os itens: I e IV. 
I- Correta "Características da auditoria de conformidade 15. A auditoria de conformidade pode cobrir uma ampla variedade de objetos e pode ser realizada para fornecer asseguração razoável ou limitada, utilizando diversos tipos de critérios, procedimentos de obtenção de evidências e formatos de relatório. As auditorias de conformidade podem ser trabalhos de certificação ou de relatório direto, ou ambos ao mesmo tempo." (pág 03) 
II - Errada Normas e critérios 28. Normas são os elementos mais fundamentais da auditoria de conformidade, uma vez que a estrutura e o conteúdo das normas fornecem os critérios de auditoria e, portanto, formam a base de como a auditoria deve proceder sob um ordenamento constitucional específico. 29. As normas podem incluir regras, leis e regulamentos, resoluções orçamentárias, políticas, códigos estabelecidos, termos acordados ou os princípios gerais que regem a gestão financeira responsável do setor público e a conduta de agentes públicos. A maioria das normas têm origem nas premissas básicas e decisões do poder legislativo nacional, mas podem ser emitidas em um nível inferior da estrutura organizacional do setor público. 
III- Errada Objeto 33. O objeto de uma auditoria de conformidade é definido no escopo da auditoria. Pode assumir a forma de atividades, transações financeiras ou informações. Em trabalhos de certificação sobre conformidade, é mais importante identificar a informação do objeto, que pode ser uma declaração de conformidade preparada de acordo com uma estrutura de relatório estabelecida e padronizada. 
IV - correta As diferentes perspectivas da auditoria de conformidade 20. A auditoria de conformidade pode ser parte de uma auditoria combinada que pode também incluir outros aspectos. Apesar de existirem outras possibilidades, a auditoria de conformidade geralmente é conduzida de um ou outro modo a seguir:  relacionada à auditoria de demonstrações financeiras (ver ISSAI 4200 para orientações adicionais a esse respeito), ou  separadamente da auditoria de demonstrações financeiras (ver ISSAI 4100), ou  em combinação com a auditoria operacional.

(instituto consulplan 2024) Considerando exclusivamente a ISSAI 400, que trata dos Princípios Fundamentais de Auditoria de Conformidade, é INCORRETO afirmar que, na auditoria de conformidade, o auditor designado para o trabalho de auditoria deverá 
A) Assumir a responsabilidade pela execução dos gastos públicos, pois é o auditor a parte responsável pelo objeto de auditoria. 
O auditor não assume a responsabilidade pela execução dos gastos públicos. O papel do auditor é avaliar e relatar sobre a conformidade, não gerenciar ou executar as operações da entidade que está sendo auditada.
B) considerar o risco da auditoria durante todo o processo de auditoria e assumir a responsabilidade pela qualidade geral da auditoria. 
C) planejar e conduzir a auditoria com ceticismo profissional e exercer julgamento profissional durante todo o processo de auditoria.
D) entender o ambiente de controle e os controles internos relevantes e considerar se eles são apropriados para assegurar a conformidade.

(ms concursos 2021) A auditoria do setor público pode ser classificada em:
I- Auditoria financeira. II- Auditoria operacional. III- Auditoria gerencial. IV- Auditoria de conformidade.
Podemos afirmar que: Somente os itens I, II e IV estão corretos.
CLASSIFICAÇÃO: NBASP 100 (ISSAI 100) - Princípios Fundamentais de Auditoria do Setor Público
AUDITORIA FINANCEIRA foca em determinar se a informação financeira de uma entidade é apresentada em conformidade com a estrutura de relatório financeiro e o marco regulatório aplicável. Isso é alcançado obtendo-se evidência de auditoria suficiente e apropriada para permitir o auditor expressar uma opinião quanto a estarem as informações financeiras livres de distorções relevantes devido a fraude ou erro.
AUDITORIA OPERACIONAL foca em determinar se intervenções, programas e instituições estão operando em conformidade com os princípios de economicidade, eficiência e efetividade, bem como se há espaço para aperfeiçoamento. O desempenho é examinado segundo critérios adequados, e as causas de desvios desses critérios ou outros problemas são analisados. O objetivo é responder a questões-chave de auditoria e apresentar recomendações para aperfeiçoamento.
AUDITORIA DE CONFORMIDADE foca em determinar se um particular objeto está em conformidade com normas identificadas como critérios. A auditoria de conformidade é realizada para avaliar se atividades, transações financeiras e informações cumprem, em todos os aspectos relevantes, as normas que regem a entidade auditada. Essas normas podem incluir regras, leis, regulamentos, resoluções orçamentárias, políticas, códigos estabelecidos, acordos ou os princípios gerais que regem a gestão financeira responsável do setor público e a conduta dos agentes públicos

(educa 2023) Administração Pública em sentido subjetivo/formal: Tendo como referência as normas internacionais de auditoria, as auditorias realizadas pelos tribunais de contas no Brasil são basicamente de dois tipos: auditoria de conformidade ou regularidade e auditoria operacional.
Sobre auditoria de conformidade, de regularidade e auditoria operacional, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
A) A auditoria de regularidade é uma espécie de auditoria governamental, utilizada pelo tribunal de contas para examinar a legalidade e a legitimidade dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos a sua jurisdição, quanto aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial. Compõem as auditorias de regularidade as auditorias de conformidade e as auditorias contábeis ou financeiras.
B) Caso o Tribunal de Contas pretenda realizar uma auditoria na folha de pagamento de órgão público, com o objetivo de verificar a regularidade dos pagamentos ou uma auditoria nos processos de aquisição de bens e serviços do órgão, avaliando a legalidade dos processos licitatórios e contratuais, realizará uma auditoria operacional.
A alternativa B está incorreta pois atribui à auditoria operacional a análise de folha de pagamento e processos licitatórios sob o viés da legalidade dos pagamentos e dos processos. Essas verificações são típicas da auditoria de conformidade, pois buscam garantir a obediência às normas e leis específicas. Auditoria operacional, por outro lado, não foca nesses aspectos, mas sim em avaliar desempenho e resultados.
C) A auditoria operacional é utilizada para avaliar o desempenho dos órgãos e entidades jurisdicionados, assim como dos sistemas, programas, projetos e atividades governamentais, quanto aos aspectos de economicidade, eficiência, eficácia e efetividade dos atos praticados.
D) A auditoria de regularidade verifica se o gestor público cumpriu os mandamentos legais e a legitimidade e a probidade dos atos administrativos, a auditoria operacional se preocupa em verificar o desempenho e os resultados alcançados pelo gestor público, ou seja, a eficácia, a eficiência, a economicidade e a efetividade da gestão.
E) A auditoria operacional tem por objetivo examinar a economicidade, eficiência, eficácia e efetividade de organizações, programas e atividades governamentais, com a finalidade de promover o aperfeiçoamento da gestão pública.

(unoesc 2024) No que diz respeito aos princípios fundamentais de auditoria de conformidade, no que tange a NBASP – ISSAI 400, a auditoria de conformidade é baseada em uma relação de três partes:  o auditor, os usuários previstos e a parte responsável.
Os três componentes principais de uma auditoria de conformidade:
O Auditor: É o profissional que realiza a auditoria e verifica a conformidade das ações ou informações em relação às normas ou legislação aplicável.
Os Usuários Previstos: São as partes interessadas nos resultados da auditoria, que podem ser, por exemplo, a administração da entidade ou órgãos reguladores.
A Parte Responsável: É a entidade ou indivíduo responsável por gerenciar o objeto da auditoria. Essa parte precisa fornecer informações precisas e completas para que a auditoria seja realizada de forma eficaz.

(sustente 2023) O auditor desenvolve um plano de auditoria para a auditoria de conformidade. A estratégia de auditoria é um insumo essencial para o plano de auditoria. O plano de auditoria pode incluir, exceto: 
A) A natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria planejados, e quando eles serão executados. 
B) Uma avaliação de riscos e controles internos relevantes para a auditoria. 
C) Os procedimentos de auditoria desenvolvidos em resposta aos riscos.
D) As possíveis evidências a serem coletadas durante a auditoria. 
E) Expectativas relativas à gestão das finanças públicas, tais como a conformidade com um sistema de controle interno eficaz e eficiente.

(furg 2025) "A auditoria no setor público pode ser classificada em três tipos principais: auditoria financeira, auditoria de conformidade e auditoria operacional. Na auditoria operacional há um foco em determinar se intervenções, programas e instituições estão operando em conformidade com os princípios de __________, __________, e __________. O objetivo é responder a questões-chave de auditoria e apresentar recomendações para aperfeiçoamento."
Sobre os princípios da auditoria operacional, assinale a alternativa que corretamente preenche as lacunas no excerto: Economicidade − eficiência − eficácia e efetividade.
Auditoria operacional, no âmbito da auditoria governamental, é a modalidade que avalia o desempenho da atuação do poder público, examinando se programas, políticas, órgãos ou atividades são executados com economicidade, eficiência, eficácia e efetividade, ou seja, se os recursos públicos são utilizados de forma adequada, se os objetivos e metas são alcançados e se as ações estatais geram resultados e impactos positivos concretos para a sociedade, indo além da mera verificação da legalidade formal.

(instituto aocp 2018) Na condução da Auditoria em conformidade com as Normas de Auditoria, o Auditor Independente deve ter como objetivo: apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se, como exigido pelas NBCs TA, em conformidade com as constatações do auditor.
Segundo a NBC TA 200, ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos gerais do auditor são: (a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e (b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido pelas NBC TAs, em conformidade com as constatações do auditor.

(instituto aocp 2018) Na Auditoria Contábil, há procedimentos e rotinas que devem ser seguidos para o bom desenvolvimento do trabalho de auditoria. Em relação aos objetivos do auditor contábil, julgue o item a seguir.
Responder adequadamente à não conformidade ou suspeita de não conformidade com leis e regulamentos identificados durante a auditoria. CERTO
NBC TA 250
Não conformidade são atos de omissão ou cometimento, intencionais ou não, praticados pela entidade ou pelos responsáveis pela governança, pela administração ou por outras pessoas físicas que trabalham para a entidade ou sob seu comando que são contrários às leis ou regulamentos vigentes. A não conformidade não inclui conduta imprópria individual (não relacionada com as atividades de negócios da entidade). 
11. Os objetivos do auditor são:
(a) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente no que se refere à conformidade com as disposições de leis e de regulamentos geralmente reconhecidos por terem efeito direto na determinação dos valores e nas divulgações relevantes nas demonstrações contábeis;
(b) executar procedimentos de auditoria específicos para ajudar a identificar casos de não conformidade com outras leis e regulamentos que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis; e
(c) responder adequadamente à não conformidade ou suspeita de não conformidade com leis e regulamentos identificada durante a auditoria.

(fgv 2025) Nos termos da NBASP 400, que estabelece os princípios de auditoria de conformidade, o relatório de auditoria deve incluir
A) a matriz de planejamento.
B) a descrição dos agentes responsáveis.
C) a autorização do dirigente da EFS.
D) a portaria de autorização da fiscalização.
E) a descrição dos critérios identificados.
Relatórios de auditoria de conformidade devem incluir os seguintes elementos (não necessariamente nesta ordem): 1 título; 2 destinatário; 3 escopo de auditoria, incluindo o período coberto; 4 identificação ou descrição do objeto; 5 critérios identificados; 6 identificação das normas de auditoria aplicadas na realização do trabalho; 7 resumo do trabalho realizado; 8 achados.

(fundatec 2024) Com base na NBASP 4000 – Norma para Auditoria de Conformidade, assinale a alternativa correta quanto à materialidade na Auditoria Governamental.: A materialidade quantitativa é determinada pela aplicação de uma percentagem a uma referência escolhida como ponto de partida.
A materialidade quantitativa é, de fato, calculada aplicando-se uma porcentagem a uma base de referência, como o total de despesas, receitas ou o orçamento da entidade. Essa prática é amplamente aceita em normas e metodologias de auditoria.

(cerv urca 2026) Uma auditoria interna municipal avaliou controles e conformidade e encaminhou recomendações, sem aplicar sanções. Isso caracteriza a auditoria interna como: Função avaliativa e preventiva (assurance/consultoria).

planejamento, execução, testes, achados, evidências e relatórios; 

(fepese 2022) A observação consiste no exame do processo ou procedimento executado por outros, por exemplo, a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle. A observação fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou procedimento, mas é limitada: Ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado.
NBC TA 500 (R1): A21 [...] A observação fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou procedimento, mas é limitada ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado.

(cespe/cebraspe 2025) A determinação do escopo de uma auditoria governamental corresponde à delimitação dos aspectos e temas a serem examinados, podendo incluir os objetivos, as unidades auditadas, o período de abrangência e os critérios de auditoria adotados. CERTO
4.5 DEFINIÇÃO DO ESCOPO DA AUDITORIA Escopo é a delimitação estabelecida para o trabalho e é expresso pelo objetivo, pelas questões e pelos procedimentos de auditoria, no seu conjunto (NAT, 92). O objetivo, as questões e os procedimentos estão inter-relacionados e devem ser considerados de forma conjunta. O escopo define os limites da auditoria. Para definir o escopo, a equipe precisa identificar quais entidades ou qual programa em particular ou aspecto de um programa serão incluídos na auditoria. A equipe também deve identificar o período a ser coberto pela auditoria e, se pertinente, os locais a serem incluídos (GUID 3920/35; 36). O escopo deve explicitar a amplitude e a profundidade do trabalho para alcançar o objetivo da auditoria (NAT, 133). Assim, para definir o escopo de auditoria, a equipe deve responder às quatro perguntas da Figura 6 (IDI, 2016). MANUAL DE AUDITORIA TCU

(aroeira 2024) Os testes utilizados pela auditoria se classificam em testes de procedimentos e testes de saldos. Com relação aos testes de procedimentos, assinale a alternativa correta:
A) certificar-se da existência real, propriedade, avaliação e aferição.
B) comprovar à suficiência das transações, saldos e divulgações. 
C) destina-se a provar a credibilidade dos procedimentos de controle adotados pela entidade.
A Alternativa C está correta porque descreve precisamente o objetivo dos testes de procedimentos. Eles são desenhados para avaliar a eficácia dos controles internos de uma entidade, garantindo que os processos estão sendo seguidos adequadamente e que estão eficazes na prevenção de erros ou fraudes. Análise das Alternativas Incorretas: Alternativa A - "Certificar-se da existência real, propriedade, avaliação e aferição". Essa alternativa está relacionada aos testes de saldos, que verificam diretamente os dados financeiros, como a existência e avaliação dos ativos e passivos. Alternativa B - "Comprovar à suficiência das transações, saldos e divulgações". Trata-se de um objetivo mais alinhado aos testes de saldos ou testes substantivos, que avaliam diretamente a suficiência e a precisão das informações financeiras. Alternativa D - "Representatividade do valor acumulado nos dados contábeis". Esta alternativa também se refere aos testes de saldos, que buscam garantir que os valores reportados nos balanços são representativos da realidade contábil.
D) representatividade do valor acumulado nos dados contábeis.

(fundatec 2023) É a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. O auditor deve estar alerta a informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria e, entre outros aspectos, se as evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas. De acordo com a NBCTA 200, a que o trecho acima se refere?: Ceticismo profissional.
NBASP 100 Ceticismo profissional significa manter distanciamento profissional e uma atitude alerta e questionadora quando avalia se a evidência obtida ao longo da auditoria é suficiente e apropriada. Também significa manter a mente aberta e receptiva a todos os pontos de vista e argumentos.

(aroeira 2024) Com relação às evidencias de auditoria, julgue os itens a seguir:
I. O fundamento do auditor bem como seu relatório serão apoiados com base nas evidências de auditoria, sejam elas internas ou externas.
II. As evidencias de auditoria incluem registros contábeis, observações realizadas na instituição, entrevista com servidores e documentos.
III. A recusa da administração em fornecer uma confirmação de saldo bancário solicitada pelo auditor é considerada uma evidência que o auditor deve considerar ao formar sua opinião.
IV. A natureza das evidências de auditoria é cumulativa. Isso significa que as evidências são coletadas ao longo do processo de auditoria, a partir de diversos procedimentos e fontes, para formar uma base sólida que sustente a opinião do auditor.
A partir dos itens anteriores, a alternativa que apresenta os itens corretos é: I, II, III e IV.

(cespe/cebraspe 2015) Auditoria é um processo sistemático em que o auditor procura avaliar se as evidências encontradas produzem informação convergente com os critérios preestabelecidos e se essas evidências são competentes e suficientes para lhe permitir fundamentar sua opinião. CERTO
Auditoria de demonstrações contábeis 3.O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais, essa opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa opinião (ver item A1).

matriz de risco e metodologia baseada em risco; recomendações e monitoramento. 

(fgv 2025) A adoção de modelos avançados de gestão tem sido fortemente incentivada no âmbito das entidades públicas, a exemplo do Modelo das Três Linhas, desenvolvido pelo Institute of Internal Auditors (IIA). Esse modelo tem como objetivo auxiliar as organizações a identificar estruturas e processos que melhor auxiliam no atingimento dos objetivos e facilitam uma forte governança e gerenciamento de riscos.
Nesse modelo, papéis focados em objetivos específicos do gerenciamento de riscos, a exemplo de conformidade com leis, regulamentos, comportamento ético aceitável e avaliação da qualidade, podem ser associados a(à): segunda linha;
O Modelo das Três Linhas desenvolvido pelo Institute of Internal Auditors (IIA) divide as responsabilidades de governança e gerenciamento de riscos em três linhas distintas, cada uma com funções específicas:
Primeira Linha: Envolve a gestão operacional, responsável pela execução direta das atividades e pelo controle dos riscos inerentes às operações.
Segunda Linha: Engloba funções de supervisão e monitoramento, como compliance, gerenciamento de riscos e controles internos, garantindo que a primeira linha atue em conformidade com políticas e regulamentos.
Terceira Linha: Representada pela auditoria interna, que fornece avaliação independente e objetiva sobre a eficácia da governança, gestão de riscos e controles.

(fgv 2026) Considerando o Modelo de Três Linhas do IIA e as definições de Auditoria Interna, assinale a opção que apresenta a função correta da Auditoria Interna (3ª linha) e sua relação com a gestão.: A Auditoria Interna desempenha atividades independentes e objetivas de avaliação e consultoria, sem assumir responsabilidades que sejam da gestão. 
O Modelo de Três Linhas
1ª Linha Gestores Operacionais (Chefes de setor, diretores)Execução e Controle: Implementa e executa os processos e controles no dia a dia. Dono do Risco: Ele corre o risco e deve contê-lo.
2ª Linha Funções de Suporte (Compliance, Riscos, Jurídico, TI)Monitoramento e Orientação: Ajuda a 1ª linha a definir os controles e monitora se estão sendo seguidos. Apoio à Gestão: Facilita a gestão de riscos, mas não audita com independência total.
3ª Linha Auditoria Interna Avaliação e Consultoria: Dá garantia (assurance) independente de que as outras duas linhas estão funcionando. Independência Total: Reporta-se à "Alta Administração" (Conselho) e não à diretoria executiva.

(fundatec 2025) O Modelo das Três Linhas, do Instituto dos Auditores Internos (IIA), orienta a estruturação de funções para fortalecer a governança, melhorar a gestão de riscos e apoiar o alcance dos objetivos organizacionais, com aplicação flexível a diferentes contextos. Sobre esse modelo, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Recomenda a adoção de princípios ajustáveis aos objetivos e à realidade de cada organização.
( ) Seu foco está no gerenciamento de riscos e na proteção de valor, considerando os objetivos do controle de processos.
( ) A clareza sobre papéis e responsabilidades representados e a relação entre eles são essenciais para sua otimização.
( ) Pretende-se garantir que as atividades e os objetivos estejam alinhados com os interesses reduzidos dos stakeholders.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:  V – F – V – F. 
Primeira assertiva (V): O modelo realmente recomenda a adoção de princípios ajustáveis — sua principal característica é a flexibilidade.
Segunda assertiva (F): O foco vai além do controle de processos; trata-se da governança, gestão de riscos e alinhamento aos objetivos, não apenas “controle de processos”.
Terceira assertiva (V): A clareza de papéis e responsabilidades é fundamental e enfatizada pelo modelo, para evitar conflitos e sobreposições.
Quarta assertiva (F): O modelo busca alinhar objetivos organizacionais aos interesses legítimos dos stakeholders, não “interesses reduzidos”; portanto, essa afirmação está incorreta.

(fgv 2024) A matriz de responsabilização é um instrumento típico de auditorias de conformidade, mas que deve ser utilizado sempre que for necessária a formulação de conclusões sobre a responsabilidade do agente que contribuiu ou deu causa a determinado achado.
BALDRESCA, Camila A.M.; CARVALHO JR, Jorge P. Auditoria no Setor Público com Ênfase no Controle Externo. 2019, p. 243) 
Assinale a informação que deve constar das colunas da matriz de responsabilização.: Conduta.  
A matriz de responsabilização inclui informações sobre a conduta do agente responsável, identificando as ações ou omissões que contribuíram para determinado achado. Esse instrumento é utilizado para analisar e documentar a responsabilidade de agentes em auditorias de conformidade.

(fundatec 2025) Considerando a avaliação e a gestão de riscos da Auditoria Interna, analise as assertivas a seguir:
I. Gerenciamento de riscos é o processo que visa identificar, avaliar, gerenciar e eliminar potenciais eventos ou situações, para fornecer uma garantia plena do atingimento dos objetivos da organização.
II. Para identificar riscos críticos ou principais, a atividade de auditoria interna deve identificar e entender não apenas os objetivos e estratégias organizacionais de alto nível, mas também os objetivos de negócios específicos e as estratégias usadas para atingi-los.
III. Os auditores internos devem considerar a natureza multifacetada dos riscos ao decidir como identificá-los e avaliá-los, eis que cada organização possui suas próprias estratégias e objetivos de negócios, não existe um checklist único de riscos para cada organização, e os inventários de risco variam de acordo com a organização e mudam com o tempo.
IV. Em razão do potencial conflito ético-funcional, é vedado solicitar que os auditores internos determinem a causa raiz de uma auditoria externa falha ou revisem a implantação de um novo processo ou tecnologia.
Quais estão corretas?: Apenas II e III.
I - Incorreta. O gerenciamento de riscos não elimina riscos, nem fornece garantia plena. Ele busca reduzir os riscos a níveis aceitáveis, oferecendo apenas garantia razoável, pois riscos residuais sempre permanecem.
II - Correta. Essa assertiva está alinhada às normas do IIA: a auditoria interna deve compreender objetivos estratégicos e operacionais, pois os riscos relevantes surgem em todos esses níveis. 
III - Correta. Perfeitamente compatível com a abordagem baseada em riscos: riscos são dinâmicos; variam conforme a organização; não existe lista padrão universal.
IV - Incorreta. Não há vedação absoluta. A auditoria interna pode, sim: analisar causas raiz de falhas (inclusive relacionadas a auditorias externas); revisar a implantação de processos ou tecnologias, desde que não assuma responsabilidades gerenciais e mantenha sua independência e objetividade, com salvaguardas adequadas.

(idib 2020) Suponha que um auditor tenha elaborado uma Matriz de Risco para a análise de algumas contas. São elas: I. Imobilizado II. Obrigações trabalhistas, previdenciárias e assistenciais a pagar a curto prazo III. Provisões a longo prazo
A matriz de risco elaborada está evidenciada abaixo: 
Onde: I. Imobilizado; II. Obrigações trabalhistas, previdenciárias e assistenciais; III. Provisões a longo prazo.
Considerando o nível de risco apresentado, assinale a alternativa correta.: O auditor aplicará mais testes para auditoria da conta “Obrigações trabalhistas, previdenciárias e assistenciais” em comparação ao número de testes aplicados à conta “Imobilizado”. 

(fundatec 2026) Em um planejamento de auditoria, a matriz de risco indica nível 25 em análise de risco para falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Qual é a resposta prioritária?:  Vermelha: adotar controles/mitigação.
(iades 2013) Define-se rotação de ênfase como sendo a periodicidade com que determinada tarefa deve ser auditada, conforme o grau de risco a ela atribuída. Acerca desse tema, é correto afirmar que a análise de risco, culminando em uma matriz, propõe-se a: contribuir para a análise de gestão.
A análise de risco gera uma matriz que auxilia na identificação de áreas críticas dentro de uma organização. Essa matriz é fundamental para a auditoria porque permite que os auditores concentrem seus esforços onde há maior risco, oferecendo informações valiosas para a análise de gestão. Isso possibilita que a administração tome decisões mais informadas sobre a alocação de recursos e o foco de controle interno, melhorando a eficiência geral da organização.

(fgv 2023) O Ministério da Saúde está definindo o nível do risco ao medir o potencial de comprometimento do objetivo de um programa de vacinação federal. Como as vacinas são produzidas nacionalmente em uma autarquia pública, é pouco provável que ocorra atraso na entrega das vacinas no prazo, dado o histórico deste fornecedor.
Por outro lado, a equipe avaliou o atraso nas entregas em função de problemas logísticos. O impacto foi considerado médio já que instâncias municipais, em cidades do interior, podem comprometer razoavelmente o alcance do objetivo de vacinação nessas regiões, mas não no país todo. Para tal classificação, a equipe utilizou a seguinte matriz:
Fonte: Matriz de impacto x probabilidade da Seplan. TCU – Manual de Gestão de Riscos (2018, p. 23).
Com base na matriz probabilidade versus impacto, o nível de risco do referido programa é: 9.
“é pouco provável que ocorra atraso na entrega” coluna ‘pouco provável’ da probabilidade
“O impacto foi considerado médio” coluna ‘médio’ do impacto 
e aí só olhar o ponto onde as duas se encontram: 9

(fgv 2023) Uma das técnicas mais usadas na etapa de planejamento de um trabalho de auditoria é a matriz de análise de riscos, que tem entre seus objetivos identificar e ponderar os riscos inerentes e de controle relativos às atividades auditadas.
Nesse contexto, o risco inerente: deve preceder a avaliação do risco residual. 
Risco – possibilidade de um evento ocorrer e afetar adversamente a realização de objetivos (COSO GRC, 2004); possibilidade de algo acontecer e ter impacto nos objetivos, sendo medido em termos de consequências e probabilidades (BRASIL, 2010c); efeito da incerteza nos objetivos (ABNT, 2009). 
Risco de controle – possibilidade de que os controles adotados pela administração não sejam eficazes para tratar o risco a que se propõe.
Risco inerente – o risco intrínseco à natureza do negócio, do processo ou da atividade, independentemente dos controles adotados.
Risco residual – o risco retido de forma consciente ou não pela administração, que remanesce mesmo após o tratamento de riscos.

(cespe/cebraspe 2021) A primeira etapa da elaboração de um plano de auditoria baseado em risco é a elaboração da matriz de riscos. ERRADO
MANUAL DE ORIENTAÇÕES TÉCNICAS DA ATIVIDADE DE AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL
Para o desenvolvimento do plano baseado em riscos, é recomendável que a UAIG observe as seguintes etapas, as quais devem ser devidamente documentadas, à medida que forem executadas:
a) entendimento da Unidade Auditada;
b) definição do universo de auditoria;
c) avaliação da maturidade da gestão de riscos;
d) seleção dos trabalhos de auditoria com base em riscos

Normas e diretrizes da Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU). 

(educa 2020) Segundo o Manual de Auditoria do TCU, conforme a natureza do objeto de auditoria que esteja sendo selecionadoé necessário investigar áreas específicas referentes à operação de programas de governo, organizações públicas ou mesmo municípios a serem auditados.
Nesse último caso, podem ser examinadas características relacionadas ao desenvolvimento institucional local.
São exemplos de situações que podem estar associadas à ocorrência de eventos adversos:
I. Estruturas gerenciais complexas que envolvem diferentes organizações governamentais, de uma mesma esfera ou de esferas de governo diferentes, e organizações não governamentais.
II. Falta de informações confiáveis ou atualizadas sobre o desempenho do objeto de auditoria, como alcance de metas, custos dos produtos, público atendido.
III. Problemas de estrutura, de planejamento, de controle.
IV. Falta de clareza sobre objetivos, metas, responsabilidades, processos de tomada de decisão.
V. Problemas operacionais com sistemas informatizados.
Estão CORRETAS: I, II, III, IV, V.

(funcern 2025) Durante auditoria em obras públicas financiadas pela União, a Controladoria-Geral da União analisou a regularidade de contratos administrativos firmados por um ministério, enquanto o Tribunal de Contas da União realizou inspeções técnicas e expediu determinações aos gestores. Essas atuações demonstram, respectivamente, o exercício do: controle interno e do controle externo.
Auxílio técnico (Controle Externo)→ TCU
Controle interno → cada Poder faz dentro de si mesmo.
O Ministério que é falado no trecho é nada mais do que um órgão, os quais não possuem personalidade jurídica própria, ou sejam, se veiculam ao ente/entidade central.

(fmp concursos 2015) NÃO é objetivo das Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União (NAT):
A) a obtenção de qualidade e a garantia de atuação suficiente e tecnicamente consistente do auditor na condução dos trabalhos de auditoria.
B) estabelecer padrões técnicos e de comportamento para o alcance e a manutenção de uma situação individual e coletivamente desejável ao bom exercício do controle externo da administração pública.
C) manter consistência metodológica no exercício da atividade, incluindo o fornecimento de bases para o estabelecimento de padrões, procedimentos e práticas a serem seguidos na realização de auditorias.
D) fornecer à sociedade e aos diferentes públicos com os quais o Tribunal interage uma visão clara dos princípios e das normas que formam a base para o desenvolvimento das atividades de auditoria do TCU.
E) promover o aprimoramento profissional dos auditores, no que diz respeito à busca de suas prerrogativas e vantagens legais e remuneratórias do exercício do cargo.
1. As Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União (NAT) têm por objetivo a obtenção de qualidade e a garantia de atuação suficiente e tecnicamente consistente do auditor na condução dos trabalhos de auditoria(A). As NAT têm por finalidades: 1.1. estabelecer padrões técnicos e de comportamento para o alcance e a manutenção de uma situação individual e coletivamente desejável ao bom exercício do controle externo da administração pública(B), executado por meio de auditorias, de modo a oferecer uma razoável segurança quanto à obtenção de qualidade na condução dos trabalhos e de atuação suficiente e tecnicamente consistente do auditor no desenvolvimento de achados, avaliações e opiniões destinadas aos usuários dos resultados, bem como das correspondentes conclusões e propostas de encaminhamento; 1.2. manter consistência metodológica no exercício da atividade, incluindo o fornecimento de bases para o estabelecimento de padrões, procedimentos e práticas a serem seguidos na realização de auditorias(C) e a padronização de termos técnicos empregados, de modo a assegurar qualidade e servir de base para a avaliação dos trabalhos; 1.3. promover o aprimoramento profissional e auxiliar os auditores no que diz respeito à qualidade dos exames, à formação de sua opinião e à elaboração de seus relatórios, especialmente nos casos em que não existam normas específicas aplicáveis, possibilitando a realização de trabalhos com segurança e qualidade, dignos de respeito e credibilidade; 1.4. fornecer à sociedade e aos diferentes públicos com os quais o Tribunal interage uma visão clara dos princípios e das normas que formam a base para o desenvolvimento das atividades de auditoria do TCU(D).

(fundatec 2024) Quais são os tipos de auditoria governamental, segundo a classificação adotada pelo Tribunal de Contas da União (TCU)? Auditoria de regularidade e auditoria operacional. 

(fcc 2013) A Instrução Normativa do Tribunal de Contas da União nº 63/2010 estabelece normas de organização e de apresentação dos relatórios de gestão e das peças complementares que constituirão os processos de contas da Administração Pública Federal para fiscalização do Tribunal de Contas da União. Nos termos dessa norma, tem a denominação de exame do desempenho: a análise da eficácia, eficiência, efetividade e economicidade da gestão, em relação a padrões administrativos e gerenciais expressos em metas e resultados negociados com a administração superior ou definidos nas leis orçamentárias, e da capacidade dos controles internos de minimizar riscos e evitar falhas e irregularidades.
Transcrição literal da IN 63/2010: "exame do desempenho: análise da eficácia, eficiência, efetividade e economicidade da gestão em relação a padrões administrativos e gerenciais expressos em metas e resultados negociados com a administração superior ou definidos nas leis orçamentárias, e da capacidade dos controles internos de minimizar riscos e evitar falhas e irregularidades;"

(fgv 2023) Em referência à norma ISSAI 100 – Princípios fundamentais de auditoria do setor público, o Manual de Auditoria Financeira do Tribunal de Contas da União (TCU) destaca os dois tipos de trabalho de auditoria, a saber: trabalhos de certificação e trabalhos de relatório direto. Ao aceitar uma proposta para realizar um trabalho de certificação, o auditor deve considerar que, neste tipo de trabalho: a parte responsável é quem avalia o objeto de acordo com os critérios;
Existem dois tipos de trabalho:
Trabalhos de certificação: a parte responsável mensura o objeto de acordo com os critérios e apresenta a informação do objeto, sobre a qual o auditor então obtém evidência de auditoria suficiente e apropriada para proporcionar uma base razoável para expressar uma conclusão.
Trabalhos de relatório direto: é o auditor quem mensura ou avalia o objeto de acordo com os critérios. O auditor seleciona o objeto e os critérios, levando em consideração risco e materialidade. O resultado da mensuração do objeto, de acordo com os critérios, é apresentado no relatório de auditoria na forma de achados, conclusões, recomendações ou de uma opinião. A auditoria do objeto pode também proporcionar novas informações, análises ou novas perspectivas.
As auditorias financeiras são sempre trabalhos de certificação, uma vez que são baseadas em informações financeiras apresentadas pela parte responsável. As auditorias operacionais são, normalmente, trabalhos de relatório direto.
As auditorias de conformidade podem ser trabalhos de certificação, de relatório direto ou ambos ao mesmo tempo.
ISSAI 100 - Princípios Fundamentais de Auditoria do Setor Público

(ufsm 2022) Em conformidade com a Instrução Normativa-TCU 84, de 2020, que estabelece normas para a tomada e prestação de contas, associe os termos na coluna à esquerda com os conceitos na coluna à direita.
(1) Desvio de conformidade (2) Impropriedade (3) Irregularidade (4) Materialidade (5) Risco
( ) Discrepância entre a condição ou situação encontrada nas transações subjacentes, inclusive atividades e operações decorrentes dos atos de gestão dos responsáveis, e as normas aplicáveis à entidade, abrangendo os aspectos de legalidade e/ou legitimidade. ( ) Ato, comissivo ou omissivo, que caracterize ilegalidade, ilegitimidade, antieconomicidade ou qualquer infração à norma constitucional ou infraconstitucional de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial, bem como aos princípios da Administração Pública. ( ) Falha de natureza formal de que não resulte dano ao erário, bem como aquela que tem o potencial de levar à inobservância de princípios e normas constitucionais e legais que regem a Administração Pública Federal na execução dos orçamentos da União e nas demais operações realizadas com recursos públicos federais. ( ) Aspecto utilizado para determinar a importância relativa ou relevância de uma distorção ou irregularidade, individualmente ou no agregado; nível a partir do qual distorções ou irregularidades são consideradas relevantes.
A sequência correta é: 1 - 3 - 2 - 4.
Desvio de conformidade: É a discordância entre práticas da administração e as normas aplicáveis, seja na legalidade ou legitimidade. Exemplo: realizar despesa sem o devido empenho.
Irregularidade: Ato omissivo ou comissivo que infringe normas legais, contábeis, financeiras, entre outras, podendo envolver dano ao erário.
Impropriedade: Erro formal sem dano ao erário, mas que pode levar à infração de normas.
Materialidade: Refere-se à relevância de um erro ou distorção para efeito de decisão ou julgamento.
Fonte: IN-TCU 84/2020, Art. 2º.

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